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O primeiro adoçante foi descoberto em 1878, mas o uso tornou-se popular por volta de 1960, principalmente nos Estados Unidos. No Brasil, até meados da década de 80, o consumo de produtos dietéticos estava apenas associado a portadores de distúrbios metabólicos, em especial diabetes.
Mudanças na legislação ocorridas no final de 1980 reformularam a classificação dos adoçantes, anteriormente considerados como fármacos. A partir daí, o consumo de adoçantes e alimentos que os incluem ficou ainda mais freqüente.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), adoçantes são produtos especificamente formulados para conferir sabor doce aos alimentos e bebidas, tendo a sacarose (açúcar de cana) como principal exemplo. Estes são chamados de “adoçantes de mesa”.
Para a escolha de um adoçante, é necessário conhecer as vantagens e desvantagens de cada opção existente no mercado.
Adoçantes dietéticos Recebem o nome de “adoçantes dietéticos” quando conferem doçura e são formulados para atender às necessidades de pessoas sujeitas a dietas com restrição de açúcares simples (sacarose, frutose ou glicose), como por exemplo o diabetes. Assim, é proibida a utilização dos açúcares simples como matéria-prima para a formulação dos adoçantes dietéticos. A ANVISA aprova o consumo dos seguintes adoçantes por diabéticos: Sorbitol, Manitol, Isomalte, Esteviosídeo, Maltitol, Lactitol, Acesulfame de potássio, Aspartame, Ciclamato, Sacarina e Sucralose.
Os adoçantes dietéticos são constituídos por edulcorantes, combinados ou não a veículos e podem ser apresentados e comercializados nas formas de tabletes, pó ou líquido.
Edulcorantes são substâncias químicas naturais ou artificiais, responsáveis pelo sabor adocicado, e normalmente possuem um poder adoçante muito superior à sacarose, sendo necessária, portanto uma quantidade menor para obter a mesma doçura, com a vantagem de ter menos ou nenhuma caloria.
Já os veículos, também chamados de agentes de corpo, são substâncias também doces, usadas mais com o objetivo de diluir ou dar textura ao adoçante do que efetivamente de adoçar o produto.
Além de saber as características dos adoçantes, é importante habituar-se a ler os rótulos dos produtos. Alguns adoçantes podem apresentar edulcorantes associados, e existe ainda disponível no mercado algumas misturas, compostas por açúcar e um ou mais edulcorantes. São exemplos:
- União Light ®: sacarose misturada com edulcorante artificial sucralose - Magro ®: sacarose misturada com edulcorante artificial ciclamato sódico e sacarina sódica. - Mid Sugar ®: sacarose misturado com edulcorante artificial aspartame.
Os produtos dietéticos não devem ser utilizados indiscriminadamente, já que também contribuem com calorias. O consumo excessivo de produtos contendo edulcorantes pode provocar aumento da taxa glicêmica ou ter efeito laxativo.
Além desses efeitos, é importante variar o tipo de adoçante para não ingerir nenhum deles em quantidade muito grande e saturar o organismo. Pode-se revezar o uso entre cerca de três tipos, procurando excluir aquele que é mais encontrado nos produtos industrializados, geralmente o aspartame. ___ * Resolução Anvisa/MS no 03, de 02 de janeiro de 2001. Regulamento Técnico que aprova o uso de aditivos Edulcorantes, estabelecendo seus limites para os alimentos. ANVISA - Portaria no 29 - de 13 de janeiro de 1998 ANVISA - Portaria no 30 - de 13 de janeiro de 1998 Sociedade Brasileira de Diabetes/ FDA – Food and Drugs Administration
Nosso Serviço de Nutrição não têm como objetivo substituir uma consulta médica. As informações aqui divulgadas têm a função de fornecer uma orientação geral, o que pode não se aplicar a casos específicos. Consulte sempre sua nutricionista clínica ou médico sobre quais alimentos são indicados em seu caso. |
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